Capítulo 6

6.1 Se P=(a,a2)P=(a,a^{2}), Q=(λ,λ2)Q=(\lambda,\lambda^{2}), a equação da reta rP⁢Qr^{PQ} é dada por y=(λ+a)⁢x−a⁢λy=(\lambda+a)x-a\lambda. Quando λ→a\lambda\to a obtemos a equação da reta tangente à parábola em PP: y=2⁢a⁢x−a2y=2ax-a^{2}. Por exemplo, se a=0a=0, a equação da reta tangente é y=0y=0, se a=2a=2, é y=4⁢x−4y=4x-4, a=−1a=-1, é y=−2⁢x−1y=-2x-1 (o que foi calculado no Exemplo 6.3). 6.2 Como x2−x=(x−12)2−14x^{2}-x=(x-\frac{1}{2})^{2}-\frac{1}{4}, o gráfico obtém-se a partir do gráfico de x↦x2x\mapsto x^{2} por duas translações. Usando a definição de derivada, podemos calcular para todo aa:

f′⁢(a)=limx→af⁢(x)−f⁢(a)x−a=limx→a(x2−x)−(a2−a)x−a=limx→a{x2−a2x−a−1}=2⁢a−1.f^{\prime}(a)=\lim_{x\to a}\frac{f(x)-f(a)}{x-a}=\lim_{x\to a}\frac{(x^{2}-x)-% (a^{2}-a)}{x-a}=\lim_{x\to a}\Bigl{\{}\frac{x^{2}-a^{2}}{x-a}-1\Bigr{\}}=2a-1\,.

Aplicando essa fórmula para a=0,12⁢,1a=0,\frac{1}{2},1, obtemos f′⁢(0)=−1f^{\prime}(0)=-1, f′⁢(12)=0f^{\prime}(\frac{1}{2})=0, f′⁢(1)=+1f^{\prime}(1)=+1. Esses valores correspondem às inclinações das retas tangentes ao gráfico nos pontos (0,f⁢(0))=(0,0)(0,f(0))=(0,0), (12,f⁢(12))=(12,−14)(\frac{1}{2},f(\frac{1}{2}))=(\frac{1}{2},-\frac{1}{4}) e (1,f⁢(1))=(1,0)(1,f(1))=(1,0):

6.3 (1) f′⁢(1)=12f^{\prime}(1)=\frac{1}{2}, (2) f′⁢(0)=12f^{\prime}(0)=\frac{1}{2} (a mesma do item anterior, pois o gráfico de 1+x\sqrt{1+x} é o de x\sqrt{x} transladado de 11 para a esquerda!), (3) f′⁢(0)=1f^{\prime}(0)=1, (4) f′⁢(−1)=−4f^{\prime}(-1)=-4, (5) f′⁢(2)=−14f^{\prime}(2)=-\frac{1}{4}. 6.4 (1) y=3⁢x+9y=3x+9, (2) y=14y=\frac{1}{4}, (3) y=12⁢x+1y=\frac{1}{2}x+1, (4) y=−x−2y=-x-2, y=−x+2y=-x+2 (5) Observe que a função descreve a metade superior de um circulo de raio 11 centrado na origem. As retas tangentes são, em (−1,0)(-1,0): x=−1x=-1, em (1,−1)(1,-1): não existe (o ponto nem pertence ao círculo!), em (0,1)(0,1): y=1y=1, e em (1,0)(1,0): x=1x=1. (6) Mesmo sem saber ainda como calcular a derivada da função seno: y=xy=x, y=1y=1. 6.5 Primeiro é preciso ter uma função para representar o círculo na vizinhança de P1P_{1}: f⁢(x):=25−x2f(x){:=}\sqrt{25-x^{2}}. A inclinação da tangente em P1P_{1} é dada por

f′⁢(3)=limx→3f⁢(x)−f⁢(3)x−3\displaystyle f^{\prime}(3)=\lim_{x\to 3}\frac{f(x)-f(3)}{x-3} =limx→325−x2−16x−3\displaystyle=\lim_{x\to 3}\frac{\sqrt{25-x^{2}}-\sqrt{16}}{x-3}
=limx→3(25−x2)−16(x−3)⁢(25−x2+16)=limx→3−(3+x)25−x2+16=−34.\displaystyle=\lim_{x\to 3}\frac{(25-x^{2})-{16}}{(x-3)(\sqrt{25-x^{2}}+\sqrt{% 16})}=\lim_{x\to 3}\frac{-(3+x)}{\sqrt{25-x^{2}}+\sqrt{16}}=-\tfrac{3}{4}\,.

(Essa inclinação poderia ter sido obtido observando que a reta procurada é perpendicular ao segmento O⁢POP, cuja inclinação é 43\frac{4}{3}…) Portanto, a equação da reta tangente em P1P_{1} é y=−34⁢x+254y=-\frac{3}{4}x+\frac{25}{4}. No ponto P2P_{2}, é preciso tomar a função f⁢(x):=−25−x2f(x){:=}-\sqrt{25-x^{2}}. Contas parecidas dão a equação da tangente ao círculo em P2P_{2}: y=34⁢x−254y=\frac{3}{4}x-\frac{25}{4}.

A reta tangente ao círculo no ponto P3P_{3} é vertical, e tem equação x=5x=5. Aqui podemos observar que a derivada de ff em a=5a=5 não existe, porqué a inclinação de uma reta vertical não é definida (o que não impede achar a sua equação…)! 6.6 Se f⁢(x)=xf(x)=\sqrt{x}, temos que para todo a>0a>0, f′⁢(a)=12⁢af^{\prime}(a)=\frac{1}{2\sqrt{a}}. Como a reta 8⁢x−y−1=08x-y-1=0 tem inclinação 88, precisamos achar um aa tal que f′⁢(a)=8f^{\prime}(a)=8, isto é, tal que 12⁢a=8\frac{1}{2\sqrt{a}}=8: a=1256a=\frac{1}{256}. Logo, o ponto procurado é P=(a,f⁢(a))=(1256,116)P=(a,f(a))=(\frac{1}{256},\frac{1}{16}). 6.7 Para a reta y=x−1y=x-1 (cuja inclinação é 11) poder ser tangente ao gráfico de ff em algum ponto (a,f⁢(a))(a,f(a)), esse aa deve satisfazer f′⁢(a)=1f^{\prime}(a)=1. Ora, é fácil ver que para um aa qualquer, f′⁢(a)=2⁢a−2f^{\prime}(a)=2a-2. Logo, aa deve satisfazer 2⁢a−2=12a-2=1, isto é: a=32a=\frac{3}{2}. Ora, a reta e a função devem ambas passar pelo ponto (a,f⁢(a))(a,f(a)), logo f⁢(a)=a−1f(a)=a-1, isto é: (32)2−2⋅32+β=32−1(\frac{3}{2})^{2}-2\cdot\frac{3}{2}+\beta=\frac{3}{2}-1. Isolando: β=54\beta=\frac{5}{4}.

Esse problema pode ser resolvido sem usar derivada: para a parábola y=x2−2⁢x+βy=x^{2}-2x+\beta ter y=x−1y=x-1 como reta tangente, a única possibilidade é que as duas se intersectem em um ponto só, isto é, que a equação x2−2⁢x+β=x−1x^{2}-2x+\beta=x-1 possua uma única solução. Rearranjando: x2−3⁢x+β+1=0x^{2}-3x+\beta+1=0. Para essa equação ter uma única solução, é preciso que o seu Δ=5−4⁢β=0\Delta=5-4\beta=0. Isso implica β=54\beta=\frac{5}{4}. 6.8 Seja P=(a,1a)P=(a,\frac{1}{a}) um ponto qualquer do gráfico. Como f′⁢(a)=−1a2f^{\prime}(a)=-\frac{1}{a^{2}}, a reta tangente ao gráfico em PP é y=f′⁢(a)⁢(x−a)+f⁢(a)=−1a2⁢(x−a)+1ay=f^{\prime}(a)(x-a)+f(a)=-\frac{1}{a^{2}}(x-a)+\frac{1}{a}. Para essa reta passar pelo ponto (0,3)(0,3), temos 3=−1a2⁢(0−a)+1a3=-\frac{1}{a^{2}}(0-a)+\frac{1}{a}, o que significa que a=23a=\frac{2}{3}. Logo, a reta tangente ao gráfico de 1x\frac{1}{x} no ponto P=(23,32)P=(\frac{2}{3},\frac{3}{2}) passa pelo ponto (0,3)(0,3). 6.9 P=(−1,2)P=(-1,2). 6.10 Por exemplo, f⁢(x):=|x+1|/2−|x|+|x−1|f(x){:=}|x+1|/2-|x|+|x-1|. Mais explicitamente,

ff não é derivável em x=1x=1, porqué limx→1+f⁢(x)−f⁢(1)x−1=limx→1+x−12−0x−1=12\lim_{x\to 1^{+}}\frac{f(x)-f(1)}{x-1}=\lim_{x\to 1^{+}}\frac{\frac{x-1}{2}-0}% {x-1}=\frac{1}{2}, enquanto limx→1−f⁢(x)−f⁢(1)x−1=limx→1−3−3⁢x2−0x−1=−32≠12\lim_{x\to 1^{-}}\frac{f(x)-f(1)}{x-1}=\lim_{x\to 1^{-}}\frac{\frac{3-3x}{2}-0% }{x-1}=-\frac{3}{2}\neq\frac{1}{2}. A não-derivabilidade nos pontos −1-1 e 0 obtem-se da mesma maneira. 6.11 De fato, se ff é par,

f′⁢(−x)=limh→0f⁢(−x+h)−f⁢(−x)h\displaystyle f^{\prime}(-x)=\lim_{h\to 0}\frac{f(-x+h)-f(-x)}{h} =limh→0f⁢(x−h)−f⁢(x)h\displaystyle=\lim_{h\to 0}\frac{f(x-h)-f(x)}{h}
=−limh′→0f⁢(x+h′)−f⁢(x)h′=−f′⁢(x).\displaystyle=-\lim_{h^{\prime}\to 0}\frac{f(x+h^{\prime})-f(x)}{h^{\prime}}=-% f^{\prime}(x)\,.

6.12 a⁢f′⁢(a)−f⁢(a)af^{\prime}(a)-f(a) 6.13 (x)′=limh→0x+h−xh=limh→01x+h+x=12⁢x(\sqrt{x})^{\prime}=\lim_{h\to 0}\frac{\sqrt{x+h}-\sqrt{x}}{h}=\lim_{h\to 0}% \frac{1}{\sqrt{x+h}+\sqrt{x}}=\frac{1}{2\sqrt{x}}. O outro limite se calcula de maneira parecida:

(1x)′=limh→01x+h−1xh=limh→0x−x+hh⁢x⁢x+h=⋯=−12⁢x3.(\frac{1}{\sqrt{x}})^{\prime}=\lim_{h\to 0}\frac{\frac{1}{\sqrt{x+h}}-\frac{1}% {\sqrt{x}}}{h}=\lim_{h\to 0}\frac{\sqrt{x}-\sqrt{x+h}}{h\sqrt{x}\sqrt{x+h}}=% \cdots=-\frac{1}{2\sqrt{x^{3}}}\,.

6.14 Como (sen)′⁢(x)=cos⁡x(\operatorname{sen})^{\prime}(x)=\cos x, a inclinação da reta tangente em P1P_{1} é cos⁡(0)=1\cos(0)=1, em P2P_{2} é cos⁡(π2)=0\cos(\tfrac{\pi}{2})=0, e em P3P_{3} é cos⁡(π)=−1\cos(\pi)=-1. Logo, as equações das respectivas retas tangentes são r1r_{1}: y=xy=x, r2r_{2}: y=1y=1, r3r_{3}: y=−(x−π)y=-(x-\pi):

6.16 Por exemplo, se f⁢(x)=g⁢(x)=xf(x)=g(x)=x, temos (f⁢(x)⁢g⁢(x))′=(x⋅x)′=(x2)′=2⁢x(f(x)g(x))^{\prime}=(x\cdot x)^{\prime}=(x^{2})^{\prime}=2x, e f′⁢(x)⁢g′⁢(x)=1⋅1=1f^{\prime}(x)g^{\prime}(x)=1\cdot 1=1. Isto é, (f⁢(x)⁢g⁢(x))′≠f′⁢(x)⁢g′⁢(x)(f(x)g(x))^{\prime}\neq f^{\prime}(x)g^{\prime}(x). 6.17 Já sabemos que (x)′=1(x)^{\prime}=1, e que (x2)′=2⁢x(x^{2})^{\prime}=2x, o que prova a fórmula para n=1n=1 e n=2n=2. Supondo que a fórmula foi provada para nn, provaremos que ela vale para n+1n+1 também. De fato, usando a regra de Leibniz e a hipótese de indução,

(xn+1)′=(x⋅xn)′=1⋅xn+x⋅n⁢xn−1=xn+n⁢xn=(n+1)⁢xn.(x^{n+1})^{\prime}=(x\cdot x^{n})^{\prime}=1\cdot x^{n}+x\cdot nx^{n-1}=x^{n}+% nx^{n}=(n+1)x^{n}\,.

6.18 (1) −5-5 (2) (x3−x7)′=(x3)′−(x7)′=3⁢x2−7⁢x6(x^{3}-x^{7})^{\prime}=(x^{3})^{\prime}-(x^{7})^{\prime}=3x^{2}-7x^{6}. (3) (1+x+x22+x33)′=(1)′+(x)′+(x22)′+(x33)′=1+x+x2(1+x+\frac{x^{2}}{2}+\frac{x^{3}}{3})^{\prime}=(1)^{\prime}+(x)^{\prime}+(% \frac{x^{2}}{2})^{\prime}+(\frac{x^{3}}{3})^{\prime}=1+x+x^{2}. (4) (11−x)′=−1(1−x)2⋅(1−x)′=1(1−x)2(\frac{1}{1-x})^{\prime}=-\frac{1}{(1-x)^{2}}\cdot(1-x)^{\prime}=\frac{1}{(1-x% )^{2}} (5) sen⁡x+x⁢cos⁡x\operatorname{sen}x+x\cos x (6) Usando duas vezes a regra de Leibniz: ((x2+1)⁢sen⁡x⁢cos⁡x)′=2⁢x⁢sen⁡x⁢cos⁡x+(x2+1)⁢(cos2⁡x−sen2⁡x)((x^{2}+1)\operatorname{sen}x\cos x)^{\prime}=2x\operatorname{sen}x\cos x+(x^{% 2}+1)(\cos^{2}x-\operatorname{sen}^{2}x) (7) x⁢cos⁡x−sen⁡xx2\frac{x\cos x-\operatorname{sen}x}{x^{2}} (8) (x+1x2−1)′=(1x−1)′=−1(x−1)2(\frac{x+1}{x^{2}-1})^{\prime}=(\frac{1}{x-1})^{\prime}=\frac{-1}{(x-1)^{2}}. (9) (x+1)5=f⁢(g⁢(x))(x+1)^{5}=f(g(x)) com f⁢(x)=x5f(x)=x^{5} e g⁢(x)=x+1g(x)=x+1. Logo, ((x+1)5)′=f′⁢(g⁢(x))⁢g′⁢(x)=5⁢(x+1)4((x+1)^{5})^{\prime}=f^{\prime}(g(x))g^{\prime}(x)=5(x+1)^{4}. Obs: poderia também expandir (x+1)5=x5+⋯(x+1)^{5}=x^{5}+\cdots, derivar termo a termo, mas é muito mais longo, e a resposta não é fatorada. (10) Como (3+1x)2=f⁢(g⁢(x))(3+\frac{1}{x})^{2}=f(g(x)) com f⁢(x)=x2f(x)=x^{2} e g⁢(x)=3+1xg(x)=3+\frac{1}{x}, e que f′⁢(x)=2⁢xf^{\prime}(x)=2x, g′⁢(x)=(3+1x)′=0−1x2g^{\prime}(x)=(3+\frac{1}{x})^{\prime}=0-\frac{1}{x^{2}}, temos ((3+1x)2)′=2⁢(3+1x)⋅(−1x2)=−2⁢3+1xx2((3+\frac{1}{x})^{2})^{\prime}=2(3+\frac{1}{x})\cdot(\frac{-1}{x^{2}})=-2\frac% {3+\frac{1}{x}}{x^{2}}. (11) Como 1−x2=f⁢(g⁢(x))\sqrt{1-x^{2}}=f(g(x)), com f⁢(x)=xf(x)=\sqrt{x}, g⁢(x)=1−x2g(x)=1-x^{2}, e que f′⁢(x)=12⁢xf^{\prime}(x)=\frac{1}{2\sqrt{x}}, g′⁢(x)=−2⁢xg^{\prime}(x)=-2x, temos (1−x2)′=−x1−x2(\sqrt{1-x^{2}})^{\prime}=\frac{-x}{\sqrt{1-x^{2}}}- (12) 3⁢sen2⁡x⁢cos⁡x+7⁢cos6⁡x⁢sen⁡x3\operatorname{sen}^{2}x\cos x+7\cos^{6}x\operatorname{sen}x (13) sen⁡x(1−cos⁡x)2\frac{\operatorname{sen}x}{(1-\cos x)^{2}} (14) 2⁢sen⁡(2⁢x−1)(cos⁡(2⁢x−1))2\frac{2\operatorname{sen}(2x-1)}{(\cos(2x-1))^{2}} (15) (11+x2)′=((1+x2)−12)′=−12⁢(1+x2)−32⋅(2⁢x)=−x(1+x2)32=−x(1+x2)3(\frac{1}{\sqrt{1+x^{2}}})^{\prime}=((1+x^{2})^{-\frac{1}{2}})^{\prime}=-\frac% {1}{2}(1+x^{2})^{-\frac{3}{2}}\cdot(2x)=-\frac{x}{(1+x^{2})^{\frac{3}{2}}}=% \frac{-x}{\sqrt{(1+x^{2})^{3}}}. (16) ((x2−1)2x2−1)′=((x2−1)32)′=32⁢(x2−1)12⋅(2⁢x)=3⁢x⁢x2−1(\frac{(x^{2}-1)^{2}}{\sqrt{x^{2}-1}})^{\prime}=((x^{2}-1)^{\frac{3}{2}})^{% \prime}=\frac{3}{2}(x^{2}-1)^{\frac{1}{2}}\cdot(2x)=3x\sqrt{x^{2}-1} Obs: vale a pena simplificar a fração antes de usar a regra do quociente! (17) 99+x2⁢(x+9+x2)2\frac{9}{\sqrt{9+x^{2}}(x+\sqrt{9+x^{2}})^{2}} (18) 14⁢x⁢1+x\frac{1}{4\sqrt{x}\sqrt{1+\sqrt{x}}} (19) cos⁡x+x⁢sen⁡x(cos⁡x)2\frac{\cos x+x\operatorname{sen}x}{(\cos x)^{2}} (20) Usando duas vezes a regra da cadeia: (cos⁡1+x2)′=(−sen⁡1+x2)⁢(1+x2)′=−x⁢sen⁡1+x21+x2(\cos\sqrt{1+x^{2}})^{\prime}=(-\operatorname{sen}\sqrt{1+x^{2}})(\sqrt{1+x^{2% }})^{\prime}=\frac{-x\operatorname{sen}\sqrt{1+x^{2}}}{\sqrt{1+x^{2}}} (21) cos⁡(sen⁡x)⋅cos⁡x\cos(\operatorname{sen}x)\cdot\cos x 6.19 (1) (2⁢e−x)′=2⁢(e−x)′=2⁢(e−x⋅(−x)′)=−2⁢e−x(2e^{-x})^{\prime}=2(e^{-x})^{\prime}=2(e^{-x}\cdot(-x)^{\prime})=-2e^{-x}. (2) 1x+1\frac{1}{x+1} (3) (ln⁡(e3⁢x))′=(3⁢x)′=3(\ln(e^{3x}))^{\prime}=(3x)^{\prime}=3 (4) ex⁢(sen⁡x+cos⁡x)e^{x}(\operatorname{sen}x+\cos x) (5) cos⁡x⋅esen⁡x\cos x\cdot e^{\operatorname{sen}x} (6) eex⋅exe^{e^{x}}\cdot e^{x} (7) 2⁢e2⁢x1+e2⁢x\frac{2e^{2x}}{1+e^{2x}} (8) ln⁡x+x⁢1x=ln⁡x+1\ln x+x\frac{1}{x}=\ln x+1 (9) −e1xx2\frac{-e^{\frac{1}{x}}}{x^{2}} (10) −tan⁡x-\tan x (11) −1sen⁡x\frac{-1}{\operatorname{sen}x} 6.20 (senh⁡x)′=(ex−e−x2)′=ex+e−x2≡cosh⁡x(\operatorname{senh}x)^{\prime}=(\frac{e^{x}-e^{-x}}{2})^{\prime}=\frac{e^{x}+% e^{-x}}{2}\equiv\cosh x. Do mesmo jeito, (cosh⁡x)′=senh⁡x(\cosh x)^{\prime}=\operatorname{senh}x. Para tanh\tanh, basta usar a regra do quociente. Observe as semelhanças entre as derivadas das funções trigonométricas hiperbólicas e as funções trigonométricas. 6.21 (1) Sabemos que o limite limx→1x999−1x−1\lim_{x\to 1}\frac{x^{999}-1}{x-1} dá a inclinação da reta tangente ao gráfico da função f⁢(x)=x999f(x)=x^{999} no ponto a=1a=1, isto é: limx→1x999−1x−1=f′⁢(1)\lim_{x\to 1}\frac{x^{999}-1}{x-1}=f^{\prime}(1). Mas como f′⁢(x)=999⁢x998f^{\prime}(x)=999x^{998}, temos f′⁢(1)=999f^{\prime}(1)=999. (2) Da mesma maneira, limx→πcos⁡x+1x−π=limx→πcos⁡x−cos⁡(π)x−π\lim_{x\to\pi}\frac{\cos x+1}{x-\pi}=\lim_{x\to\pi}\frac{\cos x-\cos(\pi)}{x-\pi} dá a inclinação da reta tangente ao gráfico do cos\cos no ponto π\pi. Como (cos⁡x)′=−sen⁡x(\cos x)^{\prime}=-\operatorname{sen}x, o limite vale 0. (3) 2⁢π⁢cos⁡(π2)2\pi\cos(\pi^{2}) (4) 12\frac{1}{2} (5) λ\lambda 6.22 Fora de x=0x=0, gg é derivável e a sua derivada se calcula facilmente: g′⁢(x)=(x2⁢sen⁡1x)′=2⁢x⁢sen⁡1x−cos⁡1xg^{\prime}(x)=(x^{2}\operatorname{sen}\frac{1}{x})^{\prime}=2x\operatorname{% sen}\frac{1}{x}-\cos\frac{1}{x}. Do mesmo jeito ff é derivável fora de x=0x=0. Em x=0x=0,

g′⁢(0)=limh→0g⁢(h)−g⁢(0)h=limh→0h⁢sen⁡1h=0.g^{\prime}(0)=\lim_{h\to 0}\frac{g(h)-g(0)}{h}=\lim_{h\to 0}h\operatorname{sen% }\tfrac{1}{h}=0\,.

(O último limite pode ser calculado como no Exemplo 4.21, escrevendo −h≤h⁢sen⁡1h≤+h-h\leq h\operatorname{sen}\tfrac{1}{h}\leq+h.) Assim, gg é derivável também em x=0x=0. No entanto, como

limh→0f⁢(h)−f⁢(0)h=limh→0sen⁡1h,\lim_{h\to 0}\frac{f(h)-f(0)}{h}=\lim_{h\to 0}\operatorname{sen}\tfrac{1}{h}\,,

f′⁢(0)f^{\prime}(0) não existe: ff não é derivável em x=0x=0. 6.23 (1) (xx)′=(ex⁢ln⁡x)′=(ln⁡x2+1)⁢xx−12(x^{\sqrt{x}})^{\prime}=(e^{\sqrt{x}\ln x})^{\prime}=(\frac{\ln x}{2}+1){x^{% \sqrt{x}-\frac{1}{2}}}. (2) ((sen⁡x)x)′=(ln⁡sen⁡x+x⁢cotan⁢x)⁢(sen⁡x)x((\operatorname{sen}x)^{x})^{\prime}=(\ln\operatorname{sen}x+x{\rm cotan\,}x)(% \operatorname{sen}x)^{x}. (3) (xsen⁡x)′=(cos⁡x⁢ln⁡x+sen⁡xx)⁢xsen⁡x(x^{\operatorname{sen}x})^{\prime}=(\cos x\ln x+\frac{\operatorname{sen}x}{x})% x^{\operatorname{sen}x}. (4) (xxx)′=((ln⁡x+1)⁢ln⁡x+1x)⁢xx⁢xxx(x^{x^{x}})^{\prime}=\bigl{(}(\ln x+1)\ln x+\frac{1}{x}\bigr{)}x^{x}x^{x^{x}}. 6.24 As derivadas são dadas por: (1) (x+1)⁢(x+2)⁢(x+3)(x+4)⁢(x+5)⁢(x+6)⁢(1x+1+1x+2+1x+3−1x+4−1x+5−1x+6)\frac{(x+1)(x+2)(x+3)}{(x+4)(x+5)(x+6)}(\frac{1}{x+1}+\frac{1}{x+2}+\frac{1}{x% +3}-\frac{1}{x+4}-\frac{1}{x+5}-\frac{1}{x+6}) (2) x⁢sen3⁡x1+cos2⁡x⁢(1x+3⁢c⁢o⁢t⁢a⁢n⁢x+sen⁡x⁢cos⁡x1+cos2⁡x)\frac{x\operatorname{sen}^{3}x}{\sqrt{1+\cos^{2}x}}\bigl{(}\frac{1}{x}+3{\rm cotan% \,}x+\frac{\operatorname{sen}x\cos x}{{1+\cos^{2}x}}\bigr{)} (3) (∏k=1n(1+xk))⁢∑k=1nk⁢xk−11+xk\bigl{(}\prod_{k=1}^{n}(1+x^{k})\bigr{)}\sum_{k=1}^{n}\frac{kx^{k-1}}{1+x^{k}} 6.26 (1) −2⁢x(ln⁡a)⁢(1−x2)\frac{-2x}{(\ln a)(1-x^{2})} (2) −2⁢x1−(1−x2)2\frac{-2x}{\sqrt{1-(1-x^{2})^{2}}} (3) 11 (4) −1-1 (5) −x1−x2\frac{-x}{\sqrt{1-x^{2}}} 6.28 (O gráfico da função pode ser usado para interpretar o resultado.) (1) Temos f⁢(−2)=f⁢(1)f(-2)=f(1), e como f′⁢(x)=2⁢x+1f^{\prime}(x)=2x+1, vemos que a derivada se anula em c=−12∈(−2,1)c=-\frac{1}{2}\in(-2,1). (2) Aqui são três pontos possíveis: c=−πc=-\pi, c=0c=0 e c=+πc=+\pi. (3) Temos f⁢(−1)=f⁢(0)f(-1)=f(0) e f′⁢(x)=4⁢x3+1f^{\prime}(x)=4x^{3}+1, cuja raiz é −(14)1/3∈(−1,0)-(\frac{1}{4})^{1/3}\in(-1,0). 6.29 Vemos que existem dois pontos CC em que a inclinação é igual à inclinação do segmento A⁢BAB:

O ponto c∈[−π2,π2]c\in[-\tfrac{\pi}{2},\tfrac{\pi}{2}] é tal que f′⁢(c)=f⁢(b)−f⁢(a)b−a=sen⁡(π2)−sen⁡(0)π2−0=2πf^{\prime}(c)=\frac{f(b)-f(a)}{b-a}=\frac{\operatorname{sen}(\tfrac{\pi}{2})-% \operatorname{sen}(0)}{\tfrac{\pi}{2}-0}=\frac{2}{\pi}. Como f′⁢(x)=cos⁡xf^{\prime}(x)=\cos x, cc é solução de cos⁡c=2π\cos c=\frac{2}{\pi}. Com a calculadora obtemos duas soluções: c=±arcos⁡(2π)≃±0.69c=\pm\operatorname{arcos}(\frac{2}{\pi})\simeq\pm 0.69. 6.30 Como ff não é derivável no ponto 2∈[0,3]2\in[0,3], o teorema não se aplica. Não existe ponto CC com as desejadas propriedades:

6.31 Sejam x1<x2x_{1}<x_{2}. Pelo Corolário 6.1, existe c∈(x2,x2)c\in(x_{2},x_{2}) tal que

sen⁡x2−sen⁡x1x2−x1=cos⁡(c).\frac{\operatorname{sen}x_{2}-\operatorname{sen}x_{1}}{x_{2}-x_{1}}=\cos(c)\,.

Como |cos⁡(c)|≤1|\cos(c)|\leq 1, isso dá (6.17). Por ser derivável, já sabemos que sen⁡x\operatorname{sen}x é contínua, mas (6.17) permite ver continuidade de uma maneira mais concreta. De fato, seja aa um ponto qualquer da reta. Para mostrar que sen⁡x\operatorname{sen}x é contínua em aa, precisamos escolher um ϵ>0\epsilon>0 qualquer, e mostrar que se xx for suficientemente perto de aa, |x−a|≤δ|x-a|\leq\delta (para um certo δ\delta) então

|sen⁡x−sen⁡a|≤ϵ.|\operatorname{sen}x-\operatorname{sen}a|\leq\epsilon\,.

Mas, usando (6.17), vemos que a condição acima vale se δ≡ϵ\delta\equiv\epsilon. 6.32

(1): Como f′⁢(x)=x3−x=x⁢(x2−1)f^{\prime}(x)=x^{3}-x=x(x^{2}-1), f⁢(x)f(x) é crescente em [−1,0]∪[1,∞)[-1,0]\cup[1,\infty), decrescente em (−∞,−1]∪[0,1](-\infty,-1]\cup[0,1]:

(2): f⁢(x)=2⁢x3−3⁢x2−12⁢x+1f(x)=2x^{3}-3x^{2}-12x+1 é crescente em (−∞,−1]∪[2,∞)(-\infty,-1]\cup[2,\infty), decrescente em [−1,2][-1,2]:

Observe que nesse caso, a identificação dos pontos em que o gráfico corta o eixo xx é mais difícil (precisa resolver uma equação do terceiro grau). (3): ff decresce em (−∞,−1](-\infty,-1], cresce em [−1,∞)[-1,\infty). Observe que ff não é derivável em x=−1x=-1. (4): Já encontramos o gráfico dessa função no Exercício 2.10. Observe que f⁢(x)=||x|−1|f(x)=||x|-1| não é derivável em x=−1,0,+1x=-1,0,+1, então é melhor estudar a variação sem a derivada: ff é decrescente em (−∞,−1](-\infty,-1] e em [0,1][0,1], crescente em [−1,0][-1,0] e em [1,∞)[1,\infty). (5) Como (sen⁡x)′=cos⁡x(\operatorname{sen}x)^{\prime}=\cos x, vemos que o seno é crescente em cada intervalo em que o cosseno é positivo, e decrescente em cada intervalo em que o cosseno é negativo. Por exemplo, no intervalo [−π2,π2][-\tfrac{\pi}{2},\tfrac{\pi}{2}], cos⁡x>0\cos x>0, logo sen⁡x\operatorname{sen}x é crescente:

(6): f⁢(x)=x2−1f(x)=\sqrt{x^{2}-1} tem domínio (−∞,−1]∪[1,∞)(-\infty,-1]\cup[1,\infty), é sempre não-negativa, e f⁢(−1)=f⁢(1)=0f(-1)=f(1)=0. Temos f′⁢(x)=xx2−1f^{\prime}(x)=\frac{x}{\sqrt{x^{2}-1}}. Logo, a variação de ff é dada por:

Assim, o gráfico é do tipo:

Observe que limx→−1−f′⁢(x)=−∞\lim_{x\to-1^{-}}f^{\prime}(x)=-\infty, limx→+1+f′⁢(x)=+∞\lim_{x\to+1^{+}}f^{\prime}(x)=+\infty (6): Considere f⁢(x)=x+1x+2f(x)=\frac{x+1}{x+2}. Como limx→±∞f⁢(x)=1\lim_{x\to\pm\infty}f(x)=1, y=1y=1 é assíntota horizontal, e como limx→−2−f⁢(x)=+∞\lim_{x\to-2^{-}}f(x)=+\infty, limx→−2+f⁢(x)=−∞\lim_{x\to-2^{+}}f(x)=-\infty, x=−2x=-2 é assíntota vertical. Como f′⁢(x)=1(x+2)2>0f^{\prime}(x)=\frac{1}{(x+2)^{2}}>0 para todo x≠2x\neq 2, ff é crescente em (−∞,−2)(-\infty,-2) e em (−2,∞)(-2,\infty). Isso permite montar o gráfico:

(8): Um estudo parecido dá

(9): Como f′⁢(x)=−x⁢e−x22f^{\prime}(x)=-xe^{-\frac{x^{2}}{2}}, ff é crescente em (−∞⁢,0](-\infty,0], decrescente em [0,∞)[0,\infty). Como f⁢(x)→0f(x)\to 0 quando x→±∞x\to\pm\infty, temos:

(10): Observe que ln⁡(x2)\ln(x^{2}) tem domínio D=ℝ∖{0}D=\mathbb{R}\setminus\{0\}, e (ln⁡(x2))′=2x(\ln(x^{2}))^{\prime}=\frac{2}{x}. Logo, ln⁡(x2)\ln(x^{2}) é decrescente em (−∞⁢,0)(-\infty,0), crescente em (0,∞)(0,\infty):

(11) Lembre que o domínio da tangente é formado pela união dos intervalos da forma Ik=]−π2+kπ,π2+kπ[I_{k}=]-\tfrac{\pi}{2}+k\pi,\tfrac{\pi}{2}+k\pi[. Como (tan⁡x)′=1+tan2⁡x>0(\tan x)^{\prime}=1+\tan^{2}x>0 para todo x∈Ikx\in I_{k}, tan⁡x\tan x é crescente em cada intervalo do seu domínio (veja o esboço na Seção 2.2.4). 6.33 Em t=0t=0, a partícula está na origem, onde ela fica até o instante t1t_{1}. Durante [t1,t2][t_{1},t_{2}], ela anda em direção ao ponto x=d1x=d_{1}, com velocidade constante v=d1t2−t1v=\frac{d_{1}}{t_{2}-t_{1}} e aceleração a=0a=0. No tempo t2t_{2} ela chega em d1d_{1} e fica lá até o tempo t3t_{3}. No tempo t3t_{3} ela começa a andar em direção ao ponto x=d2x=d_{2} (isto é, ela recua), com velocidade constante v=d2−d1t4−t3<0v=\frac{d_{2}-d_{1}}{t_{4}-t_{3}}<0. Quando chegar em d1d_{1} no tempo t4t_{4}, para, fica lá até t5t_{5}. No tempo t5t_{5}, começa a acelerar com uma aceleração a>0a>0, até o tempo t6t_{6}. 6.34 Como v⁢(t)=t−1v(t)=t-1, temos v⁢(0)=−1<0v(0)=-1<0, v⁢(1)=0v(1)=0, v⁢(2)=1>0v(2)=1>0, v⁢(10)=9v(10)=9. Quando t→∞t\to\infty, v⁢(t)→∞v(t)\to\infty. Observando a partícula, significa que no tempo t=0t=0 ela está em x⁢(0)=0x(0)=0, recuando com uma velocidade de −1-1 metros por segundo. No instante t=1t=1, ela está com velocidade nula em x⁢(1)=−12x(1)=-\frac{1}{2}. No instante t=2t=2 ela está de volta em x⁢(2)=0x(2)=0, mas dessa vez com uma velocidade de +1+1 metro por segundo. A aceleração é constante: a⁢(t)=v′⁢(t)=+1a(t)=v^{\prime}(t)=+1. 6.35 Temos v⁢(t)=x′⁢(t)=A⁢ω⁢cos⁡(ω⁢t)v(t)=x^{\prime}(t)=A\omega\cos(\omega t), e a⁢(t)=v′⁢(t)=−A⁢ω2⁢sen⁡(ω⁢t)≡−ω2⁢x⁢(t)a(t)=v^{\prime}(t)=-A\omega^{2}\operatorname{sen}(\omega t)\equiv-\omega^{2}x(t).

Observe que v⁢(t)v(t) é máxima quando x⁢(t)=0x(t)=0, e é mínima quando x⁢(t)=±Ax(t)=\pm A. Por sua vez, a⁢(t)a(t) é nula quando x⁢(t)=0x(t)=0 e máxima quando x⁢(t)=±Ax(t)=\pm A. 6.36 A taxa de variação no mês tt é dada por P′⁢(t)=2⁢t+20P^{\prime}(t)=2t+20. Logo, hoje, P′⁢(0)=+20P^{\prime}(0)=+20 hab./mês, o que significa que a população hoje cresce a medida de 2020 habitantes por mês. Daqui a 1515 meses, P′⁢(15)=+50P^{\prime}(15)=+50 hab./mês. A variação real da população durante o 1616-ésimo mês será P⁢(16)−P⁢(15)=+51P(16)-P(15)=+51 habitantes. 6.37 Como V=L3V=L^{3}, V′=3⁢L2⁢L′=32⁢L2V^{\prime}=3L^{2}L^{\prime}=\frac{3}{2}L^{2}. Logo, quando L=10L=10, V′=150V^{\prime}=150 m3/sm^{3}/s, e quando L=20L=20, V′=600V^{\prime}=600 m3/sm^{3}/s. 6.38 O volume do balão no tempo tt é dado por V⁢(t)=43⁢π⁢R⁢(t)3V(t)=\tfrac{4}{3}\pi R(t)^{3}. Logo, R⁢(t)=(34⁢π⁢V⁢(t))1/3R(t)=(\frac{3}{4\pi}V(t))^{1/3}, e pela regra da cadeia, R′⁢(t)=13⁢(34⁢π⁢V⁢(t))−2/3⁢34⁢π⁢V′⁢(t)R^{\prime}(t)=\tfrac{1}{3}(\frac{3}{4\pi}V(t))^{-2/3}\frac{3}{4\pi}V^{\prime}(t). No instante t∗t_{*} que interessa, V⁢(t∗)=4⁢π3⁢m3V(t_{*})=\frac{4\pi}{3}m^{3}, e como V′⁢(t)=2⁢m3/sV^{\prime}(t)=2m^{3}/s para todo tt, obtemos

R′⁢(t∗)=13⁢(34⁢π⁢4⁢π3)−2/3⁢34⁢π⁢2⁢m/s=12⁢π⁢m/s.R^{\prime}(t_{*})=\tfrac{1}{3}(\frac{3}{4\pi}\frac{4\pi}{3})^{-2/3}\frac{3}{4% \pi}2\,m/s=\frac{1}{2\pi}m/s\,.

6.39 Seja xx a distância de II até a parede, e yy a distância de SS até o chão: x2+y2=4x^{2}+y^{2}=4. Quando a vassoura começa a escorregar, xx e yy ambos se tornam funções do tempo: x=x⁢(t)x=x(t) com x′⁢(t)=0.8⁢m/sx^{\prime}(t)=0.8\,m/s, e y=y⁢(t)y=y(t). Derivando implicitamente com respeito a tt, 2⁢x⁢x′+2⁢y⁢y′=02xx^{\prime}+2yy^{\prime}=0. Portanto, y′=−x⁢x′y=−0.8⁢xy=−0.8⁢x4−x2y^{\prime}=-\frac{xx^{\prime}}{y}=-0.8\frac{x}{y}=-\frac{0.8x}{\sqrt{4-x^{2}}}. 1) Quando x=1⁢mx=1\,m, y′=−0.46⁢m/sy^{\prime}=-0.46\,m/s (da onde vém esse sinal “-”?) 2) Quando x→2−x\to 2^{-}, y′↘−∞y^{\prime}\searrow-\infty. Obs: Quando II estiver a 2−7.11⋅10−22⁢m2-7.11\cdot 10^{-22}\,m da parede, SS ultrapassa a velocidade da luz. 6.40 Definamos θ\theta e xx da seguinte maneira:

Temos tan⁡θ=x10\tan\theta=\frac{x}{10} e como θ′=0.5\theta^{\prime}=0.5 rad/s, temos x′=10⁢(1+tan2⁡θ)⁢θ′=5⁢(1+tan2⁡θ)x^{\prime}=10(1+\tan^{2}\theta)\theta^{\prime}=5(1+\tan^{2}\theta). 1) Se P=AP=A, então tan⁡θ=0\tan\theta=0, logo x′=5x^{\prime}=5 m/s. 2) Se x=10⁢mx=10\,m, então tan⁡θ=1\tan\theta=1 e x′=10⁢m/sx^{\prime}=10\,m/s. 3) Se x=100⁢mx=100\,m, então tan⁡θ=10\tan\theta=10 e x′=505⁢m/sx^{\prime}=505\,m/s (mais rápido que a velocidade do som, que fica em torno de 343⁢m/s343\,m/s). 6.41 Seja HH a altura do balão e θ\theta o ângulo sob o qual o observador vê o balão. Temos H′=5H^{\prime}=5, e tan⁡θ=H50\tan\theta=\frac{H}{50}. Como ambos HH e θ\theta dependem do tempo, ao derivar com respeito a tt dá (1+tan2⁡θ)⁢θ′=H′50=110(1+\tan^{2}\theta)\theta^{\prime}=\frac{H^{\prime}}{50}=\frac{1}{10}, isto é: θ′=110⁢(1+tan2⁡θ)\theta^{\prime}=\frac{1}{10(1+\tan^{2}\theta)}. 1) No instante em que o balão estiver a 3030 metros do chão, tan⁡θ=3050=35\tan\theta=\frac{30}{50}=\tfrac{3}{5}, assim θ′=568≃0.0735\theta^{\prime}=\frac{5}{68}\simeq 0.0735 rad/s. 2) No instante em que o balão estiver a 10001000 metros do chão, tan⁡θ=100050=20\tan\theta=\frac{1000}{50}=20, assim θ′=14010≃0.0025\theta^{\prime}=\frac{1}{4010}\simeq 0.0025 rad/s. 6.42 Como P=n⁢k⁢TVP=\frac{nkT}{V}, P′=−n⁢k⁢TV2⁢V′P^{\prime}=-\frac{nkT}{V^{2}}V^{\prime}. Logo, no instante em que V=V0V=V_{0}, P′=−3⁢n⁢k⁢TV02P^{\prime}=-\frac{3nkT}{V_{0}^{2}}. 6.43 (1) f⁢(x)≃x+1f(x)\simeq x+1, f(x)≃e−1x+2e1−f(x)\simeq e^{-1}x+2e{{}^{-}1} (2) f⁢(x)≃xf(x)\simeq x, (3) f⁢(x)≃−xf(x)\simeq-x, (4) f⁢(x)≃1f(x)\simeq 1, (5) f⁢(x)≃xf(x)\simeq x, f⁢(x)≃1f(x)\simeq 1, f⁢(x)≃−x+πf(x)\simeq-x+\pi (6) f⁢(x)≃1+x2f(x)\simeq 1+\frac{x}{2}. 6.44 Como 4+x≃2+x4\sqrt{4+x}\simeq 2+\frac{x}{4}, temos 3.99=4−0.01≃2+−0.014=1.9975\sqrt{3.99}=\sqrt{4-0.01}\simeq 2+\frac{-0.01}{4}=1.9975 (HP: 3.99=1.997498⁢…\sqrt{3.99}=1.997498...). Como ln⁡(1+x)≃x\ln(1+x)\simeq x, temos ln⁡(1.0123)=ln⁡(1+0.123)≃0.123\ln(1.0123)=\ln(1+0.123)\simeq 0.123 (HP: ln⁡(1.123)=0.1160⁢…\ln(1.123)=0.1160...). Como 101=10⁢1+1100\sqrt{101}=10\sqrt{1+\frac{1}{100}} e que 1+x≃1+x2\sqrt{1+x}\simeq 1+\frac{x}{2}, temos 101≃10⋅(1+1/1002)=10.05\sqrt{101}\simeq 10\cdot(1+\frac{1/100}{2})=10.05 (HP: 101=10.04987⁢…\sqrt{101}=10.04987...). 6.45 (1) y′=3⁢cos⁡(3⁢x+y)1−cos⁡(3⁢x+y)y^{\prime}=\frac{3\cos(3x+y)}{1-\cos(3x+y)}. (2) y′=2⁢x⁢y3+3⁢x2⁢y21−3⁢x2⁢y2−2⁢x3⁢yy^{\prime}=\frac{2xy^{3}+3x^{2}y^{2}}{1-3x^{2}y^{2}-2x^{3}y} (3) Atenção: o único par (x,y)(x,y) solução da equação x=x2+y2x=\sqrt{x^{2}+y^{2}} é (0,0)(0,0)! Logo, não há jeito de escrever yy como função de xx, assim não faz sentido derivar com respeito a xx. (4) y′=1−3⁢x2−4⁢x−y3⁢y2+x+2y^{\prime}=\frac{1-3x^{2}-4x-y}{3y^{2}+x+2} (5) y′=−sen⁡x−x⁢cos⁡xcos⁡y−y⁢sen⁡yy^{\prime}=\frac{-\operatorname{sen}x-x\cos x}{\cos y-y\operatorname{sen}y} (6) y′=cos⁡y−cos⁡(x+y)x⁢sen⁡y+cos⁡(x+y)y^{\prime}=\frac{\cos y-\cos(x+y)}{x\operatorname{sen}y+\cos(x+y)} 6.46 (1) Com y′=1−2⁢x3⁢(y−x)2y^{\prime}=1-\frac{2x}{3(y-x)^{2}}, y=56⁢x+136y=\frac{5}{6}x+\frac{13}{6}. (2) Com y′=2−2⁢x⁢yx2+4⁢y3y^{\prime}=\frac{2-2xy}{x^{2}+4y^{3}}, y=45⁢x+95y=\frac{4}{5}x+\frac{9}{5}. (3) y=−x+2y=-x+2. Obs: curvas definidas implicitamente por equações do tipo acima podem ser representadas usando qualquer programa simples de esboço de funções, por exemplo kmplot. 6.47 (1) Queremos verificar que x+y2≥x+y2\sqrt{\frac{x+y}{2}}\geq\frac{\sqrt{x}+\sqrt{y}}{2} para todo x,y≥2x,y\geq 2. Elevando ambos lados ao quadrado (essa operação é permitida, já que ambos lados são positivos), x+y2≥(x+y2)2=x+2⁢x⁢y+y4\frac{x+y}{2}\geq(\frac{\sqrt{x}+\sqrt{y}}{2})^{2}=\frac{x+2\sqrt{x}\sqrt{y}+y% }{4}, e rearranjando os termos obtemos 0≤(x−y)240\leq\frac{(\sqrt{x}-\sqrt{y})^{2}}{4}, que é sempre verdadeira. (2) Se x,y>0x,y>0, 1x+y2≤1x+1y2\frac{1}{\frac{x+y}{2}}\leq\frac{\frac{1}{x}+\frac{1}{y}}{2} é equivalente a 4⁢x⁢y≤(x+y)24xy\leq(x+y)^{2}, que por sua vez é equivalente a 0≤(x−y)20\leq(x-y)^{2}, que é sempre verdadeira. Logo, 1x\frac{1}{x} é convexa em (0,∞)(0,\infty). Como 1x\frac{1}{x} é ímpar, a concavidade em (−∞⁢,0)(-\infty,0) segue imediatamente. 6.48 (1) x33−x\frac{x^{3}}{3}-x é côncava em (−∞⁢,0](-\infty,0], convexa em [0,∞)[0,\infty). O gráfico se encontra na solução do Exercício 6.32. (2) −x3+5⁢x2−6⁢x-x^{3}+5x^{2}-6x é convexa em (−∞,53](-\infty,\tfrac{5}{3}], côncava em [53,∞)[\frac{5}{3},\infty):

(3) Se f⁢(x)=3⁢x4−10⁢x3−12⁢x2+10⁢x+9f(x)=3x^{4}-10x^{3}-12x^{2}+10x+9, então f′′⁢(x)=12⁢(3⁢x2−5⁢x−2)f^{\prime\prime}(x)=12(3x^{2}-5x-2). Logo, f⁢(x)f(x) é convexa em (−∞,−13](-\infty,-\tfrac{1}{3}] e em [2,∞)[2,\infty), côncava em [−13⁢,2][-\tfrac{1}{3},2].

(4) Como (1x)′′=2x3(\frac{1}{x})^{\prime\prime}=\frac{2}{x^{3}}, 1x\frac{1}{x} é côncava em (−∞⁢,0)(-\infty,0), convexa em (0,∞)(0,\infty) (confere no gráfico do Capítulo 2). (5): Como f′′⁢(x)=(x+2)⁢exf^{\prime\prime}(x)=(x+2)e^{x}, ff é côncava em (−∞,−2](-\infty,-2], convexa em [−2,∞)[-2,\infty):

(6): f⁢(x)=x2+9(x−3)2f(x)=\frac{x^{2}+9}{(x-3)^{2}} é bem definida em D=(−∞⁢,3)∪(3,+∞)D=(-\infty,3)\cup(3,+\infty). Como f′′⁢(x)=12⁢(x+6)(x−3)4f^{\prime\prime}(x)=\frac{12(x+6)}{(x-3)^{4}}, f⁢(x)f(x) é côncava em (−∞,−6](-\infty,-6], convexa em (−6,3)(-6,3) e (3,+∞)(3,+\infty):

(7) Com f⁢(x)=x⁢e−3⁢xf(x)=xe^{-3x} temos f′′⁢(x)=(9⁢x−6)⁢e−3⁢xf^{\prime\prime}(x)=(9x-6)e^{-3x}. Logo, ff é côncava em (−∞,23](-\infty,\tfrac{2}{3}], convexa em [23,∞)[\tfrac{2}{3},\infty):

(8) f⁢(x)=|x|−xf(x)=|x|-x é =0=0 se x≥0x\geq 0, e =−2⁢x=-2x se x≤0x\leq 0. Logo, ff é convexa. Obs: como |x||x| não é derivável em x=0x=0, a convexidade não pode ser obtida com o Teorema 6.3. (9) Se f⁢(x)=arctan⁡xf(x)=\arctan x, então f′⁢(x)=1x2+1f^{\prime}(x)=\frac{1}{x^{2}+1}, e f′′⁢(x)=−2⁢x(x2+1)2f^{\prime\prime}(x)=\frac{-2x}{(x^{2}+1)^{2}}. Logo, arctan⁡x\arctan x é convexa em ]−∞,0]]-\infty,0], côncava em [0,∞)[0,\infty) (confere no gráfico da Seção 2.4.3). (10) f⁢(x)=e−x22f(x)=e^{-\frac{x^{2}}{2}} tem f′′⁢(x)=(x2−1)⁢e−x22f^{\prime\prime}(x)=(x^{2}-1)e^{-\frac{x^{2}}{2}}. Logo, ff é convexa em ]−∞,1]]-\infty,1] e [1,∞)[1,\infty), e côncava em [−1,1][-1,1] (veja o gráfico do Exercício 6.32). (11) f⁢(x)=1x2+1f(x)=\frac{1}{x^{2}+1} é convexa em (−∞,−13](-\infty,-\frac{1}{\sqrt{3}}] e [13,∞)[\frac{1}{\sqrt{3}},\infty), côncava em [−13,13][-\frac{1}{\sqrt{3}},\frac{1}{\sqrt{3}}].

6.49 Nos dois primeiros e último exemplos, as hipóteses do Teorema 6.4 são verificadas, dando

lims→0log⁡(1+s)e2⁢s−1=(log⁡(1+s))′|s=0(e2⁢s)′|s=0=11+s|s=02⁢e2⁢s|s=0=12\lim_{s\to 0}\frac{\log(1+s)}{e^{2s}-1}=\frac{(\log(1+s))^{\prime}|_{s=0}}{(e^% {2s})^{\prime}|_{s=0}}=\frac{\frac{1}{1+s}|_{s=0}}{2e^{2s}|_{s=0}}=\frac{1}{2}
limt→πcos⁡t+1π−t=−(cos⁡t)′|t=π=sen⁡t|t=0=0.\lim_{t\to\pi}\frac{\cos t+1}{\pi-t}=-(\cos t)^{\prime}|_{t=\pi}=\operatorname% {sen}t|_{t=0}=0\,.
limx→0sen⁡xx2+3⁢x=(sen⁡x)′|x=0(x2+3⁢x)′|x=0=cos⁡02⋅2+3=13.\lim_{x\to 0}\frac{\operatorname{sen}x}{x^{2}+3x}=\frac{(\operatorname{sen}x)^% {\prime}|_{x=0}}{(x^{2}+3x)^{\prime}|_{x=0}}=\frac{\cos 0}{2\cdot 2+3}=\frac{1% }{3}\,.

No terceiro, o teorema não se aplica: apesar das funções 1−cos⁡(α)1-\cos(\alpha) e sen⁡(α+π2)\operatorname{sen}(\alpha+\frac{\pi}{2}) serem deriváveis em α=0\alpha=0, temos sen⁡(0+π/2)=1≠0\operatorname{sen}(0+\pi/2)=1\neq 0. Logo o limite se calcula sem a regra de B.H.: limα→01−cos⁡(α)sen⁡(α+π/2)=01=0\lim_{\alpha\to 0}\frac{1-\cos(\alpha)}{\operatorname{sen}(\alpha+\pi/2)}=% \tfrac{0}{1}=0. 6.50 (1) 0 (B.H. não se aplica) (2) 37\tfrac{3}{7} (3) +∞+\infty (B.H. não se aplica) (4) limx→0(sen⁡x)2x2=(limx→0sen⁡xx)2=12=1\lim_{x\to 0}\frac{(\operatorname{sen}x)^{2}}{x^{2}}=(\lim_{x\to 0}\frac{% \operatorname{sen}x}{x})^{2}=1^{2}=1 (não precisa de B.H.) (5) Usando B.H., limx→0ln⁡11+xsen⁡x=−limx→0ln⁡(1+x)sen⁡x=−limx→01x+1cos⁡x=−1\lim_{x\to 0}\frac{\ln\frac{1}{1+x}}{\operatorname{sen}x}=-\lim_{x\to 0}\frac{% \ln(1+x)}{\operatorname{sen}x}=-\lim_{x\to 0}\frac{\frac{1}{x+1}}{\cos x}=-1. (6) 11 (7) 0 (8) 0 (9) −16-\frac{1}{6} (10) 13\tfrac{1}{3} (11) 11 (12) 22 (13) 0 (B.H. não se aplica) (14) 0 (15) 0 (aplicando duas vezes B.H.) (16) 0 (17) Como eln⁡x=xe^{\ln x}=x, o limite é 11 (B.H. se aplica mas não serve para nada!) (18) Esse limite se calcula como no Capítulo 4: limx→∞x+1x−1=limx→∞x⁢1+1xx⁢1−1x=1\lim_{x\to\infty}\frac{\sqrt{x+1}}{\sqrt{x-1}}=\lim_{x\to\infty}\frac{\sqrt{x}% \sqrt{1+\frac{1}{x}}}{\sqrt{x}\sqrt{1-\frac{1}{x}}}=1. (19) −1/3-1/3 (sem B.H.!) (20) 22 (21) 0 (B.H. não se aplica) (22) limx→∞x+sen⁡xx=limx→∞(1+sen⁡xx)=1+0=1\lim_{x\to\infty}\frac{x+\operatorname{sen}x}{x}=\lim_{x\to\infty}(1+\frac{% \operatorname{sen}x}{x})=1+0=1 (Obs: Aqui B.H. não se aplica, porqué limx→∞(x+sen⁡x)′(x)′=limx→∞(1+cos⁡x)\lim_{x\to\infty}\frac{(x+\operatorname{sen}x)^{\prime}}{(x)^{\prime}}=\lim_{x% \to\infty}(1+\cos x), que não existe.) (23) 13\tfrac{1}{3} (24) limx→0+x2⁢sen⁡1xx=limx→0+x⁢sen⁡1x=0\lim_{x\to 0^{+}}\frac{x^{2}\operatorname{sen}\frac{1}{x}}{x}=\lim_{x\to 0^{+}% }x\operatorname{sen}\frac{1}{x}=0, com um “sanduíche”. Aqui B.H. não se aplica, porqué o limite limx→0+(x2⁢sen⁡1x)′\lim_{x\to 0^{+}}(x^{2}\operatorname{sen}\frac{1}{x})^{\prime} não existe. (25) 13\frac{1}{3}. (27) (Segunda prova, Segundo semestre de 2011) Como limy→∞arctan⁡y=π2\lim_{y\to\infty}\arctan y=\frac{\pi}{2}, o limite é da forma 00\frac{0}{0}. As funções são deriváveis em x>0x>0, logo pela regra de B.H.,

limx→0+arctan⁡(1x)−π2x=limx→0+11+(1x)2⁢(−1x2)1=limx→0+−11+x2=−1.\lim_{x\to 0^{+}}\frac{\arctan(\frac{1}{x})-\tfrac{\pi}{2}}{x}=\lim_{x\to 0^{+% }}\frac{\frac{1}{1+(\frac{1}{x})^{2}}(-\frac{1}{x^{2}})}{1}=\lim_{x\to 0^{+}}% \frac{-1}{1+x^{2}}=-1\,.

(26) 1/21/2. 6.51 (1) e\sqrt{e} (2) limx→0+xx=exp⁡(limx→0+x⁢ln⁡x)=e0=1\lim_{x\to 0^{+}}x^{x}=\exp(\lim_{x\to 0^{+}}x\ln x)=e^{0}=1. (3) e2e^{2} (4) 11 (5) ee (6) 11 (7) 11 (8) 11 (9) e−1e^{-1} (10) 0 (11) −e/2-e/2 6.52 Para o primeiro,

limz→∞(z+9z−9)z\displaystyle\lim_{z\to\infty}\bigl{(}\frac{z+9}{z-9}\bigr{)}^{z} =exp⁡(limz→∞z⁢ln⁡z+9z−9)\displaystyle=\exp\Bigl{(}\lim_{z\to\infty}z\ln\frac{z+9}{z-9}\Bigr{)}
=exp⁡(limz→∞ln⁡(z+9)−ln⁡(z−9)1z)⁢ e as hipót. de BH satisfeitas, logo\displaystyle=\exp\Bigl{(}\lim_{z\to\infty}\frac{\ln(z+9)-\ln(z-9)}{\frac{1}{z% }}\Bigr{)}\text{ e as hip\'{o}t. de BH satisfeitas, logo}
=exp⁡(limz→∞1z+9−1z−9−1z2)\displaystyle=\exp\Bigl{(}\lim_{z\to\infty}\frac{\frac{1}{z+9}-\frac{1}{z-9}}{% \frac{-1}{z^{2}}}\Bigr{)}
=exp⁡(limz→∞18⁢z2z2−81)\displaystyle=\exp\Bigl{(}\lim_{z\to\infty}\frac{18z^{2}}{z^{2}-81}\Bigr{)}
=e18.\displaystyle=e^{18}\,.

Para o segundo,

limx→∞xln⁡x⁢e−x\displaystyle\lim_{x\to\infty}x^{\ln x}e^{-x} =exp⁡(limx→∞((ln⁡x)2−x))=exp⁡(limx→∞x⁢((ln⁡x)2x−1))\displaystyle=\exp\Bigl{(}\lim_{x\to\infty}\big{(}(\ln x)^{2}-x\big{)}\Bigr{)}% =\exp\Bigl{(}\lim_{x\to\infty}x\big{(}\frac{(\ln x)^{2}}{x}-1\big{)}\Bigr{)}

Usando BH duas vezes, verifica-se que limx→∞(ln⁡x)2x=0\lim_{x\to\infty}\frac{(\ln x)^{2}}{x}=0, o que implica limx→∞x⁢((ln⁡x)2x−1)=−∞\lim_{x\to\infty}x(\frac{(\ln x)^{2}}{x}-1)=-\infty. Logo, limx→∞xln⁡x⁢e−x=0\lim_{x\to\infty}x^{\ln x}e^{-x}=0. O último limite se calcula sem usar B.H.:

limx→∞2⁢x+1x−1000=2⁢limx→∞1+12⁢x1−1000x=2⁢11=2.\lim_{x\to\infty}\frac{\sqrt{2x+1}}{\sqrt{x-1000}}=\sqrt{2}\lim_{x\to\infty}% \frac{\sqrt{1+\frac{1}{2x}}}{\sqrt{1-\frac{1000}{x}}}=\sqrt{2}\frac{1}{1}=% \sqrt{2}\,.